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7 de outubro de 2011

Só queria desabafar

Falo coisas, que minto
Faço que coisas, que não acredito
Tenho amigos imaginários,
Tenho romances superficiais,
Sou louca, doida, estranha, infantil, falsa, enganadora...
Meus defeitos pesam em mim, tanto, que nem conheço minhas qualidades.
Odeio tudo que faço,
Até agora só descobri uma paixão, na qual eu tenho medo de fazer uma bobagem... Como sempre acontece!
Sou carente, indecisa, ridícula, frustrada!
Acredito em Deus, mas não o sigo.
Faço oração, mas não creio que elas são escutadas,
Tenho imagem de boa moça, mas não sei nem como é ser isso.
Escuto mais as pessoas, do que meu coração,
Tenho medos e receios, que jamais direi.
Tenho feito tudo errado,
Ao mesmo tempo em que me arrependo; sinto-me bem por ter executado.
Escrevo coisas que nem eu sei o que querem dizer,
Faço textos tão confusos, que parecem minha alma.
Tenho sentimentos que escondo tão bem, que se perdem dentro de mim.
Meu coração é um depósito de amores decepcionantes, por isso guardo tão bem a chave!
Sinto-me mal pelos outros,
Tenho medo de magoar as pessoas,
Mas as pessoas não querem entender se você tem algum machucado que te impede de seguir,
Odeio julgamentos.
 Queria encontar alguém que soubesse como me sinto, sem restrições ou segredos.
Acredito que ainda tenho um coração bom e posso ser salva!
Mas não acredito na felicidade
Acredito na dor, e creio que isso seja o amor; dor, sofrimento, choro, exatamente tudo que acontece quando estamos “amando”.
Já amei muito e sofri o dobro, e tudo que faço é reflexo desse amor!
Aprendi que amizade verdadeira é possível
Aprendi a ser uma metade, a me entregar pela metade, a viver pela metade,
Sei que não existe a pessoa certa, somente pessoas erradas,
Aprendi que nem sempre eu tenho que falar tudo que sinto, mesmo sentindo muito.
Descobri que escrevo mais sobre mim, do que imaginava.
Sei quem sou e como vivo,
E descobri que não me agrada nada do que sei!
Por que o que sei, é tão falso quanto o que criei ser.

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